{"id":6645,"date":"2023-01-11T17:36:13","date_gmt":"2023-01-11T20:36:13","guid":{"rendered":"https:\/\/aconteceemmacaeeregiao.com.br\/?p=6645"},"modified":"2023-01-11T17:36:14","modified_gmt":"2023-01-11T20:36:14","slug":"alimentos-sinteticos-prometem-salvar-o-planeta-e-melhorar-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aconteceemmacaeeregiao.com.br\/index.php\/2023\/01\/11\/alimentos-sinteticos-prometem-salvar-o-planeta-e-melhorar-a-saude\/","title":{"rendered":"Alimentos sint\u00e9ticos prometem salvar o planeta e melhorar a sa\u00fade"},"content":{"rendered":"\n<p>Parece piada, certo? Mas n\u00e3o \u00e9! Essa \u00e9 a desculpa e a inten\u00e7\u00e3o dos tecnocratas globalistas para justificar a cria\u00e7\u00e3o e venda de alimentos altamente processados e sint\u00e9ticos, como se estes pudessem ser n\u00e3o somente uma op\u00e7\u00e3o melhor para a sa\u00fade, pelo fato de serem criados a partir de prote\u00ednas vegetais ou c\u00e9lulas animais, mas tamb\u00e9m com a justificativa de que a produ\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rios reduziria o consumo de \u00e1gua, a polui\u00e7\u00e3o e as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, quest\u00f5es atribu\u00eddas \u00e0 pecu\u00e1ria. No entanto, ao olharmos para o passado vemos que alimentos processados nunca gozaram de boa reputa\u00e7\u00e3o, no que diz respeito \u00e0 sa\u00fade. Muito pelo contr\u00e1rio, o que n\u00e3o v\u00eam diretamente da m\u00e3e natureza, mas, sim, passa por processos industriais de fabrica\u00e7\u00e3o, capaz de permanecer v\u00e1rios dias ou mesmo meses nas prateleiras de supermercados sempre foi considerado &#8220;junk food&#8221; ou alimento n\u00e3o saud\u00e1vel.<br><br>Pois bem, agora tudo muda e os investidores querem nos fazer crer que alimentos sint\u00e9ticos e altamente processados s\u00e3o a salva\u00e7\u00e3o do planeta e da sa\u00fade. Ignorando o impacto da cadeia de suprimentos t\u00f3xicos cuja fabrica\u00e7\u00e3o desses novos produtos dependem, com nova roupagem e estrat\u00e9gia de mercado, as carnes de mentira v\u00eam ganhando destaque e j\u00e1 invadem prateleiras de mercados sem a nossa compreens\u00e3o de que a\u00ed existe, pasmem, at\u00e9 mesmo um vi\u00e9s pol\u00edtico.<br><br>Conforme explica o m\u00e9dico americano Joseph Mercola, o novo alvo de globalistas investidores, como Bill Gates, Jeff Bezos, Mark Zuckerberg, Richard Branson, Bloomberg e outros, s\u00e3o as carnes cultivadas em laborat\u00f3rio e os substitutos de latic\u00ednios. Existe at\u00e9 mesmo uma alternativa ao leite materno, feito em laborat\u00f3rio a partir de tecido mam\u00e1rio cultivado \u2013 Biomilq, esperado no mercado dentro de tr\u00eas a cinco anos.<br><br>H\u00e1 dois tipos de carnes de mentira:<br><br>\u25cf Carnes feitas a partir de prote\u00ednas vegetais e processadas para conseguir aspecto e sabor de carne;<br><br>\u25cf Carnes feitas a partir de c\u00e9lulas animais de verdade, via processo de &#8220;fermenta\u00e7\u00e3o&#8221;. O tecido \u00e9 retirado do animal vivo (vaca), combinado com c\u00e9lulas-tronco extra\u00eddas, que se diferenciam e crescem como fibras musculares durante seis semanas em biorreatores. As temperaturas podem variar de 30,5\u00b0C a 32,2\u00b0C. Uma vez obtida quantidade suficiente de fibras (mais de 20.000) no processo, estas s\u00e3o tingidas, picadas, misturadas com gorduras e moldadas em hamb\u00fargueres.<br><br>Mas vamos aos fatos e aqui explico algumas quest\u00f5es importantes do processo de fabrica\u00e7\u00e3o de alimentos sint\u00e9ticos criados em laborat\u00f3rios. Caso contr\u00e1rio, corremos o risco de entender o processo de fermenta\u00e7\u00e3o sint\u00e9tico de c\u00e9lulas como sendo inofensivo e natural. N\u00e3o \u00e9, pois enquanto o processo de fermenta\u00e7\u00e3o, por exemplo da cerveja, produz res\u00edduos comest\u00edveis para animais, compost\u00e1veis e sem risco biol\u00f3gico, o mesmo n\u00e3o pode ser dito para os fermentos biol\u00f3gicos sint\u00e9ticos. O biolixo precisa ser desativado e descartado com seguran\u00e7a, n\u00e3o pode ir para aterro sanit\u00e1rio, afirma o m\u00e9dico Mercola.<br><br>A principal diferen\u00e7a entre os alimentos processados e os novos alimentos sint\u00e9ticos \u00e9 o uso de inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, como a biologia sint\u00e9tica e a engenharia gen\u00e9tica. A biologia sint\u00e9tica \u00e9 um novo tipo de biotecnologia que cria organismos e microrganismos n\u00e3o existentes, reconfigurando a informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de organismos ou ainda adicionando partes do DNA de outros organismos de maneira a conseguir altera\u00e7\u00f5es capazes de criar uma c\u00e9lula ou um &#8220;ser&#8221; totalmente novo. Estes pequenos organismos ou c\u00e9lulas s\u00e3o &#8220;fermentados&#8221; com o intuito de produzir ingredientes totalmente sint\u00e9ticos.<br><br>Entenda que estamos criando organismos geneticamente modificados e novos, que jamais existiram na face da Terra. N\u00e3o podemos prever os riscos que corremos com o descarte intencional ou n\u00e3o desses organismos no meio ambiente, alerta o m\u00e9dico americano Mercola.<br><br>De acordo com Alan Lewis, Conselheiro da Associa\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade Org\u00e2nica e Natural, a mat\u00e9ria prima ou os ingredientes em produtos biol\u00f3gicos sint\u00e9ticos fermentados s\u00e3o a\u00e7\u00facares baratos, derivados do milho e da soja transg\u00eanica.<br><br>Ora, n\u00e3o podemos esquecer o fato de que as culturas com gr\u00e3os geneticamente modificados s\u00e3o monoculturas, e estas para sobreviver ao ataque das pragas s\u00e3o tratadas com enormes quantidades de herbicidas, pesticidas e fertilizantes qu\u00edmicos. Como resultado, todos esses res\u00edduos qu\u00edmicos acabam no produto que, sem o conhecimento de como s\u00e3o feitos, consumiremos iludidos e, possivelmente, acreditando que estamos colaborando com a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente ao migrarmos para alimentos sint\u00e9ticos. Mas n\u00e3o \u00e9 bem assim, e h\u00e1 muito a ser avaliado e estudado. Lembrando ainda que as monoculturas acabam com os nutrientes do solo, contaminam o suprimento natural de \u00e1gua, usam enormes volumes de \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o e os solos desgastados s\u00e3o suscept\u00edveis \u00e0 eros\u00e3o e degrada\u00e7\u00e3o.<br><br><br>Lewis ainda explica que al\u00e9m dos a\u00e7\u00facares, centenas de outros ingredientes podem ser adicionados ao fermento para se adquirir o produto desejado, como por exemplo, determinada prote\u00edna, cor, sabor ou aroma. Com grande frequ\u00eancia, a Escherichia coli ou E.coli \u00e9 o microrganismo usado nos processos de fermenta\u00e7\u00e3o. A bact\u00e9ria, cujo gene foi editado previamente, \u00e9 capaz de produzir durante o pr\u00f3prio processo de digest\u00e3o o produto desejado. Mas esta tamb\u00e9m precisa ser resistente a antibi\u00f3ticos, pois precisa sobreviver aos antibi\u00f3ticos usados para matar outros organismos indesej\u00e1veis no tanque de fermenta\u00e7\u00e3o. Certamente, a pr\u00e1tica levar\u00e1 a incorpora\u00e7\u00e3o, ao produto acabado, de organismos resistentes aos antibi\u00f3ticos. Os diferentes tipos de doen\u00e7as alimentares que podem surgir causadas pela altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica da bact\u00e9ria E.coli e metabolitos ningu\u00e9m, hoje, \u00e9 capaz de dizer, alerta o m\u00e9dico americano Mercola.<br><br><br>Dessa forma, muitos estudos v\u00eam questionando as novas ind\u00fastrias startups ao afirmarem a sustentabilidade e a promo\u00e7\u00e3o de produtos \u00e0 base de vegetais como se estes atendessem as necessidades nutricionais sem preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade. E ainda, se o uso de produtos comodities e ultra processados como a soja, ervilha, batatas misturados a uma s\u00e9rie de aditivos alimentares qu\u00edmicos j\u00e1 trazem suspeitas, agora temos os alimentos sint\u00e9ticos, criados com ingredientes artificiais e microrganismos geneticamente modificados, numa tentativa perigosa de reproduzir o sabor e a textura de produtos animais reais.<br><br><br>E para finalizar vamos ao vi\u00e9s pol\u00edtico: N\u00e3o \u00e9 curioso que a Uni\u00e3o Europeia tenha acabado de aprovar a lei do desmatamento que impede a exporta\u00e7\u00e3o de produtos comodities como a soja? Mas esta mesma soja n\u00e3o \u00e9 uma das importantes mat\u00e9rias-primas na fabrica\u00e7\u00e3o de carnes de mentira? Aparentemente, comodities ferem a lei do desmatamento, mas n\u00e3o quando se trata da fabrica\u00e7\u00e3o de carnes a base de vegetais. Claro, quando ind\u00fastrias gigantes como Tyson, JBS, Cargill, Nestle e Maple Leaf Foods, de bra\u00e7os com os globalistas, investem no promissor e lucrativo mercado de alimentos sint\u00e9ticos e vegetais processados, tudo \u00e9 permitido. Afinal o que vale mesmo s\u00e3o os lucros, n\u00e3o a sa\u00fade humana ou o meio ambiente. \u00c9 preciso cautela e reflex\u00e3o!<br><br><br><em>Por Florence Rei,\u00a0formada em Qu\u00edmica pela Oswaldo Cruz em S\u00e3o Paulo, graduada pela Faculdade de Medicina OSEC em Biologia e formada em Microscopia Eletr\u00f4nica.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parece piada, certo? Mas n\u00e3o \u00e9! 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