Rio cria 11,4 mil vagas formais em fevereiro; serviços disparam

 Rio cria 11,4 mil vagas formais em fevereiro; serviços disparam

Todos os cinco grandes setores da economia — Comércio, Serviços, Indústria, Construção e Agricultura — registraram saldo positivo no mês de fevereiro. Foto: Ênio Simões/Agência Brasília

O Rio de Janeiro registrou 11.436 novas vagas formais em fevereiro, com destaque para o setor de Serviços e predominância de contratações entre mulheres e jovens.

Levantamento do Novo Caged, divulgado nesta terça-feira (31/3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aponta que o estado do Rio de Janeiro abriu 11.436 vagas com carteira assinada em fevereiro de 2026.

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Quatro dos cinco principais grupamentos de atividades econômicas do estado fecharam o mês no azul. O setor de Serviços foi o maior gerador de vagas, com 11.400 novas contratações. Em seguida aparecem Construção (1.400), Indústria (70) e Agropecuária (15). O Comércio registrou saldo negativo, com redução de cerca de 1.500 postos formais.

A capital estadual concentrou a maior parte das vagas: a cidade do Rio de Janeiro abriu aproximadamente 7.600 vínculos em fevereiro e acumula um estoque formal de cerca de 2,1 milhões de vínculos. Outros municípios com saldo positivo foram Niterói (1.100), Itaboraí (957), Macaé (714) e Nova Iguaçu (607).

As novas vagas foram ocupadas majoritariamente por mulheres (7.700), ante 3.600 ocupadas por homens. Por escolaridade, pessoas com ensino médio completo responderam pela maior parte das contratações no estado (6.200). No recorte etário, jovens de 18 a 24 anos somaram o maior saldo, com cerca de 7.000 vagas.

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Contexto nacional

Em nível nacional, o quadro também foi positivo. O Brasil gerou 255.321 novas vagas formais em fevereiro de 2026, resultado de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos. No acumulado de janeiro a fevereiro do ano foram 370.339 postos formais criados, elevando o estoque total de vínculos para 48.837.602 trabalhadores, alta de 2,2%.

O desempenho favorável foi generalizado: 24 das 27 unidades da Federação apresentaram saldos positivos — com destaque para São Paulo (95.896), Rio Grande do Sul (24.392) e Minas Gerais (22.874) — enquanto Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba registraram saldos negativos.

Setores e renda

Todos os cinco grandes setores da economia tiveram saldos positivos no país, com predomínio do setor de Serviços (177.953 vagas), seguido por Indústria (32.027), Construção (31.099), Agropecuária (8.123) e Comércio (6.127). No recorte populacional, as mulheres concentraram 155.064 vagas e os homens 100.257; jovens de até 24 anos responderam por 163.056 vagas (63,9% do total).

O salário médio real de admissão em fevereiro foi de R$ 2.346,97, queda de R$ 55,91 (-2,3%) em relação a janeiro, mas aumento de R$ 62,94 (+2,75%) na comparação anual. Entre os trabalhadores considerados típicos, o salário médio foi de R$ 2.393,17; para os não típicos, R$ 2.072,75.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, com dados do Novo Caged e do Ministério do Trabalho e Emprego.

Redação

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