A Fundação Rio das Ostras de Cultura dá início a novo ciclo de reuniões setoriais para a elaboração do Plano Municipal de Cultura que norteará as políticas culturais pelos próximos dez anos, com etapas públicas e previsão de aprovação institucional antes de 2027.
A Fundação Rio das Ostras de Cultura mantém reuniões periódicas com representantes de diversos segmentos artísticos e com membros do Conselho Municipal de Cultura, em continuidade ao processo coletivo, democrático e transparente para a construção do Novo Plano Municipal de Cultura do município.
Processo participativo e etapas
As encontros iniciais configuram o primeiro passo de um cronograma que prevê fases de escuta, consulta pública, sistematização, redação, devolutiva e validação do texto final. O documento seguirá ainda para apreciação na próxima Conferência Municipal de Cultura e, na etapa final, será encaminhado para votação e sanção na Câmara Municipal, garantindo a tramitação institucional necessária antes do vencimento do plano vigente, previsto para 2027.
Segundo a Fundação, o objetivo é estabelecer canais presenciais e virtuais de recepção de propostas, assegurar ampla participação de agentes culturais, fazedores de cultura e da população em geral, e fortalecer o papel do Conselho Municipal de Cultura como instância deliberativa e participativa no processo.
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Conteúdo, metas e alinhamento institucional
O Plano terá caráter estratégico e técnico, com estrutura mínima que inclui diagnóstico cultural do município, princípios e diretrizes, objetivos estratégicos, metas e ações para a próxima década, indicadores de monitoramento, mecanismos de financiamento e um sistema de avaliação e revisão periódica. Esses elementos visam não apenas atualizar diretrizes e metas, mas também consolidar ferramentas de governança e compatibilização com o Sistema Nacional de Cultura.
Entre as prioridades apontadas nas reuniões iniciais estão a descentralização de ações culturais, a ampliação do acesso a equipamentos e programações, a capacitação de profissionais do setor e a criação de mecanismos que garantam sustentabilidade financeira às iniciativas locais. Indicadores de monitoramento e um cronograma de revisão periódica deverão permitir acompanhamento contínuo e ajustes conforme resultados e demandas emergentes.
Ao adotar um modelo participativo e transparente, a administração local busca conferir legitimidade social ao Plano e bases sólidas para o desenvolvimento cultural de Rio das Ostras nos próximos dez anos, fortalecendo políticas públicas e a interlocução entre poder público, conselho e sociedade civil.
A Fundação informa que novos encontros serão divulgados publicamente, com datas e locais para participação presencial e orientações para envio de contribuições por meios digitais, garantindo acesso e representação ampla durante todo o processo de construção do Plano.




